segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tenho pra mim que foi tudo por causa do buquê




Meu marxismo esotérico me leva a crer que nada na vida é por acaso. Meu pai, espécie de super herói particular, casou-se no dia 11 de dezembro de 2010. Corrijo: oficializou sua história de amor com a doce Leonice, a quem chamo de boadrasta. É um amor maduro e feliz e que já dura mais de 10 anos, pelas minhas contas. A Léo, como chamamos carinhosamente, é 22 anos mais jovem que meu pai, que tem quase a idade do genitor da sua amada.
Pois bem. Na festa de casamento dos dois, não poderia faltar o célebre momento de arremesso do buquê. Antes disso, porém, teve toda aquela espectativa sobre quem seria a felizarda e confesso que a maior torcida era para mim. E não é que o buquê de rosas vermelhas veio parar nas minhas mãos?
Comemorei, ouvi piadas de que era marmelada e cheguei em casa alegrinha, alegrinha, portando o meu passaporte para o amor. Aí, conheci o amado no dia seguinte, ele, 25 anos mais velho que eu e quase da idade do meu pai, tal qual a vibe do casal que jogou em minhas mãos o prenúncio de um novo amor. A paixão é tão intensa quanto o vermelho daquelas rosas que formavam o buquê...

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