
Seria uma quarta-feira como qualquer outra na minha vida. Quer dizer, uma quarta, como quinta, segunda, terça ou sexta, de uma das minhas muitas crises de rinite. Abuso e impaciência eram as sensações principais, além daquele retardo e ardor na face, típicos da mazela. Mas desde o começo do dia, estava prevista de visitar uma casa de bondade, a convite da minha grande amiga, que já estava na corrente vibratória.
Quando chegou o fim do dia, vivi o conflito da desistência, esse que muitas vezes me perturbou e impediu de fazer coisas legais. Mas a força positiva me despertou para o caminho da cura e, perto de já não dá mais tempo, fiz a ligação para aquela que me abriria o portal da vida nova. Eu sentia medo, ansiedade, pouca crença e, ao mesmo tempo, vontade de acreditar, de receber bons conselhos, luz.
Depois de algumas pessoas, chegou a minha vez. Ele olhava profundamente nos meus olhos. Era um negro formoso, grandão, de porte elegante, galanteador, que usava um chapéu marrom. Sua graça? Gerson. O Nêgo Gerson. Ele perguntou o que eu buscava e respondeu que meu problema não era rinite, mas que minha vida estava um girau. E fez a retrospectiva do último período, que a minha covardia me impedia de ver. E disse que eu tinha um sorriso tão lindo. E me encheu de esperança, me fez um convite à fé. Começou, ali, a minha cura!
Quero ver se não vai!
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